Taxa da maquininha no preço: MDR, mensalidade e antecipação
Entenda quem fica com cada parte da taxa da maquininha, como somar mensalidade, MDR e antecipação e como embutir esse custo no preço sem perder a venda.

Em 3 pontos
- 01A MDR é um percentual descontado de cada venda no cartão; segundo a Cielo, a maior parte vai para o banco emissor, uma parte menor para a bandeira e o restante, chamado Net MDR, para a credenciadora.
- 02O custo mensal da maquininha soma mensalidade ou aluguel, MDR de cada modalidade e antecipação, se usada, e uma taxa baixa pode sair mais cara que outra por causa da mensalidade.
- 03Para formar preço, calcule o custo médio por modalidade, decida se embute a taxa no preço ou dá desconto no Pix, e use a IA só para organizar a conta, conferindo as taxas no seu contrato.
Neste artigo
A taxa da maquininha é um percentual descontado de cada venda no cartão, chamado MDR (Merchant Discount Rate), somado a eventuais mensalidades e ao custo da antecipação de recebíveis. Segundo a Cielo, a MDR é dividida entre banco emissor, bandeira e credenciadora, e o lojista recebe o valor da venda já descontado dela.
Muito pequeno negócio descobre o tamanho dessa taxa só no extrato, depois de fixar o preço. Este guia mostra como a taxa é dividida, como somar o custo real por mês, um exemplo com números do blog da Cielo e como colocar isso no preço sem travar a venda. As informações vêm de dois textos do blog da empresa, sobre a taxa MDR e sobre o custo mensal da maquininha, abertos em 03/11/2026. São conteúdos de uma credenciadora, então servem de exemplo, não de tabela oficial para o seu contrato.
Quem fica com cada parte da taxa
De acordo com o blog da Cielo, a MDR se divide entre três agentes. O banco emissor do cartão fica com a maior parte, cerca de 95% segundo o texto, a título de tarifa de intercâmbio. A bandeira, como Visa, Mastercard ou Elo, recebe uma porcentagem menor pelo uso da rede. A credenciadora fica com a parte chamada Net MDR, que cobre processamento, liquidação e repasse ao lojista.
Na prática, o que importa para o lojista é a taxa final do contrato, que pode variar com o plano, o faturamento, o tipo de pagamento (crédito, débito, parcelado ou Pix) e a bandeira. O texto também indica que faturamentos maiores abrem espaço para negociar. Para consultar a sua, o caminho é a área de taxas e planos do aplicativo ou do portal da credenciadora.
As três partes do custo mensal
O blog da Cielo apresenta a conta como mensalidade ou aluguel, mais as taxas MDR de cada modalidade, mais o custo da antecipação, se você usar. Cada parte pesa de um jeito.
| Parte | Tipo de custo | O que olhar |
|---|---|---|
| Mensalidade ou aluguel | Fixo | Se há meta de vendas para zerar |
| MDR por modalidade | Variável, sobre cada venda | Débito, crédito à vista e parcelado são diferentes |
| Antecipação | Variável, só quando usada | Custo extra para receber antes |
A antecipação permite receber antes o valor de vendas já feitas, principalmente parceladas, mas tem custo próprio. O texto da Cielo recomenda usá-la apenas quando houver necessidade de caixa e comparar com o custo de não ter o dinheiro disponível. Para entender essa necessidade, veja o guia de capital de giro.
Exemplo com as taxas publicadas pela Cielo
O texto sobre custo mensal traz, para o plano de aluguel no CNPJ, mensalidade de R$ 99,90 (grátis para quem atinge R$ 15 mil por mês) e taxas de 1,29% no débito, 4,09% no crédito à vista e 7,49% no parcelado em 3 vezes, valores vistos em 03/11/2026 que podem mudar. Com R$ 10.000 em vendas no mês, abaixo da meta, a conta fica assim:
| Cenário de vendas | Cálculo | Custo no mês |
|---|---|---|
| Tudo no débito | R$ 99,90 + 1,29% de R$ 10.000 | R$ 228,90 |
| Tudo no crédito à vista | R$ 99,90 + 4,09% de R$ 10.000 | R$ 508,90 |
A diferença de R$ 280,00 entre os dois cenários mostra por que o mix de pagamento importa. Os números do exemplo são ilustrativos de um plano específico e não valem para qualquer maquininha. Outro exemplo do blog sobre a MDR: uma venda de R$ 200 em 2 vezes, com taxa de crédito de 3,48% e de parcelamento de 5,47%, gera desconto total de R$ 17,90 e o lojista recebe R$ 182,10.
Taxa baixa nem sempre significa menor custo. Com pouca venda, uma mensalidade pesa mais do que a diferença de um ponto percentual. Compare sempre o custo total do mês, com o seu volume real.
Como colocar a taxa no preço
O blog da Cielo cita duas saídas. A primeira é embutir a taxa no preço: com taxa média de 3%, um produto de R$ 100 passa a custar R$ 103 para todos os clientes. A segunda é oferecer desconto para Pix ou dinheiro: se o cartão custa R$ 103, o Pix sai por R$ 100. As duas mexem na margem de formas diferentes, e a diferença de preço por forma de pagamento tem regras, explicadas em preço diferente no Pix, no débito e no crédito.
Para a conta de preço, use a lógica de markup ou margem: some o custo do produto, as taxas médias e as despesas, e só então defina o preço. O guia de como precificar produtos e serviços com IA complementa o passo a passo.
Passo a passo para calcular o seu custo
- Baixe o extrato dos últimos 3 meses e separe as vendas por modalidade: débito, crédito à vista, parcelado e Pix.
- Anote a taxa de cada modalidade no seu contrato e a mensalidade.
- Calcule o custo mensal: mensalidade mais a soma de cada venda vezes a taxa.
- Divida o custo total pelo faturamento para achar a taxa média efetiva.
- Use essa taxa média na formação de preço e refaça a conta a cada trimestre.
A taxa média efetiva é o número que cabe na planilha de preço. Para conferir o que entrou, o fechamento de caixa ajuda: veja fechamento de caixa diário e a rotina de contas a pagar e a receber.
Usando a IA nessa conta
A IA organiza a planilha e explica o resultado, mas não deve inventar taxas. Cole apenas os números do seu extrato, sem dados de clientes. Um modelo de prompt:
Tenho estas vendas do mês por modalidade: débito R$ 3.000, crédito à vista R$ 4.500, crédito parcelado R$ 2.500. Taxas do meu contrato: débito 1,29%, crédito à vista 4,09%, parcelado 7,49%. Mensalidade R$ 99,90. Monte uma tabela com o custo de cada linha, o custo total e a taxa média efetiva sobre o faturamento. Mostre as contas passo a passo.
Confira o resultado com uma calculadora, já que modelos de linguagem podem errar conta, e leve a taxa média para o seu DRE simples. Acompanhe também os números de KPIs simples da semana.
Erros comuns
O primeiro é escolher a maquininha só pela menor taxa de débito, ignorando mensalidade e crédito. O segundo é antecipar tudo por padrão, sem comparar com a necessidade de caixa. O terceiro é fixar o preço sem a taxa e descobrir a perda no fim do mês. O quarto é não rever o contrato quando o faturamento sobe, perdendo chance de negociar. O quinto é esquecer o frete e a embalagem na venda online, que o texto sobre frete e embalagem no preço detalha.
Em datas de muita venda, a conta aperta: veja como proteger a margem em Black Friday sem prejuízo.
Próximo passo
Separe o extrato do último mês, calcule a taxa média efetiva e compare com a margem dos seus três produtos mais vendidos. Se a taxa comer mais do que você imaginava, ajuste o preço ou a oferta de Pix e peça uma proposta a outra credenciadora. Para mais guias de preço e caixa, veja a categoria negócios.

Quem escreveu
Bruno Danello
Editor e fundador do Portal da AI
Bruno Danello é o criador do Portal da AI e do projeto Vocação de Pai. Escreve todos os dias sobre como pessoas comuns podem entender, usar e ganhar dinheiro com inteligência artificial, sem jargão técnico e com exemplos reais.
