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Google lança Nano Banana 2.1, novo gerador de imagens do Gemini

Baseado no Gemini 3.6 Flash, o modelo chega ao Gemini App, Google AI Studio e Search com mais consistência de personagens e preço menor.

Foto de Bruno DanelloBruno Danellovia Portal da AI
Google lança Nano Banana 2.1, novo gerador de imagens do Gemini
Foto: Design: unknown (Public domain) / Wikimedia Commons

O Google DeepMind lançou nesta terça-feira (6) o Nano Banana 2.1, nova versão do seu modelo de geração e edição de imagens por inteligência artificial, construída sobre a arquitetura do Gemini 3.6 Flash. Segundo a ficha técnica publicada pelo próprio Google DeepMind, o modelo aceita até 1 milhão de tokens de contexto em texto e imagem combinados, gera imagens equivalentes a 4 mil tokens e textos de até 64 mil tokens, e já está disponível no Gemini App, no Google AI Studio, na API do Gemini, no modo de IA da Busca do Google e em ferramentas como Google Ads, Flow e Stitch.

A principal mudança em relação à versão anterior, o Nano Banana 2 (baseado no Gemini 3.1 Flash Image), é de qualidade: nos testes de preferência divulgados pelo próprio Google, o 2.1 pontuou 1050 (± 14) contra 990 (± 7) do modelo antigo. A empresa também destaca melhor consistência de personagens em edições com múltiplas figuras na mesma imagem e ganhos relevantes em "factualidade de infográfico", ou seja, a capacidade de gerar diagramas e textos dentro da imagem sem inventar números ou escrever palavras erradas, um dos problemas mais comuns em gerador de imagem por IA até hoje.

Da piada de internet a ferramenta séria de produto

"Nano Banana" nasceu como um nome de código informal que virou marca pública depois que o modelo original, lançado em 2025, se popularizou nas redes por sua capacidade de editar fotos de forma realista a partir de comandos simples em texto, como trocar o fundo de uma foto ou adicionar um objeto sem distorcer o resto da imagem. O sucesso da ferramenta levou o Google a manter o nome mesmo depois de integrá-la oficialmente à família Gemini, numa estratégia parecida com a que a OpenAI usou ao manter "GPT" como marca mesmo trocando o modelo por baixo várias vezes.

Essa segunda atualização chega num momento de disputa direta entre os grandes laboratórios por edição de imagem via IA: a própria criação de imagens com IA deixou de ser nicho de early adopter e passou a aparecer embutida em produtos de uso diário, como anúncios, e-commerce e redes sociais. O Google reforça isso ao listar Google Ads entre os primeiros lugares onde o Nano Banana 2.1 já está disponível, o que sugere foco declarado em geração de criativos publicitários em escala, não só em edição pessoal de fotos.

Por que isso importa para quem usa IA no Brasil

Para quem usa inteligência artificial para criar conteúdo, vender produto online ou fazer qualquer tipo de criativo visual, a atualização interessa por dois motivos práticos. O primeiro é o preço: segundo o próprio Google, o Nano Banana 2.1 custa cerca de 50% menos que a versão anterior para o mesmo tipo de geração, o que reduz o custo de quem já usa a API para rodar tarefas em volume, como gerar várias versões de uma arte publicitária ou tratar lotes de fotos de produto para vender online. O segundo é a consistência de personagem: quem já tentou manter o mesmo rosto, mascote ou produto em várias imagens geradas por IA sabe que esse ainda é um dos pontos mais frágeis da tecnologia, e ganhos nessa área afetam diretamente quem monta campanhas inteiras ou séries de conteúdo com a mesma identidade visual.

Quem já usa o Gemini como parte do fluxo de trabalho, seja para editar fotos no celular seja para criar material de marketing, deve ver a atualização chegar automaticamente nos apps que já usa, sem precisar reinstalar nada ou migrar de ferramenta. É um padrão recorrente no setor: assim como aconteceu com o gerador de imagens do ChatGPT, os grandes provedores vêm atualizando os modelos por trás das ferramentas sem exigir ação do usuário final, o que torna cada vez mais importante acompanhar o que muda por baixo do capô, mesmo quando a interface parece igual.

Como o Nano Banana 2.1 se compara à concorrência

O lançamento acontece na mesma semana em que a Mistral lançou o Large 4, reforçando o ritmo quase semanal de atualizações entre os grandes laboratórios de IA. No campo específico de geração de imagem, os concorrentes diretos do Nano Banana são o DALL-E da OpenAI (hoje embutido no ChatGPT) e o Firefly da Adobe, além de ferramentas especializadas como Midjourney. A vantagem que o Google tenta construir não é só de qualidade de imagem isolada, mas de integração: por estar embutido no mesmo ecossistema que o Gemini usa para texto, busca e planilhas, o Nano Banana 2.1 compete menos como ferramenta isolada e mais como parte de um pacote único, estratégia parecida com a que a Microsoft adota ao empacotar IA generativa dentro do Office.

Para quem compara qual ferramenta de IA vale a pena assinar hoje, o texto do Portal da AI sobre ChatGPT, Claude ou Gemini, qual IA escolher ajuda a situar onde o Gemini (e, por extensão, o Nano Banana) se encaixa dentro do pacote de assinatura do Google, frente a concorrentes que cobram separadamente por recursos de imagem.

O que ainda falta confirmar

O Google não divulgou uma tabela de preços detalhada por tipo de geração na ficha técnica publicada, nem disse até quando o Nano Banana 2 (versão anterior) continuará disponível em paralelo para quem ainda depende dele em fluxos de trabalho já configurados. Também não há, por ora, benchmarks independentes que confirmem os números de preferência divulgados pela própria empresa, prática que vale observar com a mesma cautela aplicada a qualquer anúncio feito pelo laboratório que lança o modelo, antes de testes de terceiros. Vale acompanhar nas próximas semanas se a OpenAI e a Adobe respondem com atualizações próprias de geração de imagem, e se o ganho de consistência de personagem prometido se confirma na prática para quem usa a ferramenta em produção, fora do ambiente controlado dos testes internos do Google.

Fonte original

Google DeepMind

deepmind.google

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Perguntas frequentes

É a nova versão do modelo de geração e edição de imagens por IA do Google DeepMind, construída sobre a arquitetura do Gemini 3.6 Flash. Chega ao Gemini App, Google AI Studio, API do Gemini, Busca e ferramentas como Google Ads, Flow e Stitch.
Foto de Bruno Danello

Quem escreveu

Bruno Danello

Editor e fundador do Portal da AI

Bruno Danello é o criador do Portal da AI e do projeto Vocação de Pai. Escreve todos os dias sobre como pessoas comuns podem entender, usar e ganhar dinheiro com inteligência artificial, sem jargão técnico e com exemplos reais.

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