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Anthropic mira IPO antes do Dia de Ação de Graças, diz Bloomberg

Empresa quer abrir capital em meados de novembro, com Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan como bancos coordenadores da oferta na Nasdaq.

Foto de Bruno DanelloBruno Danellovia Portal da AI

A Anthropic está planejando abrir capital na bolsa americana antes do feriado de Ação de Graças, em 26 de novembro, segundo apuração da Bloomberg publicada nesta quinta-feira (1º) com fontes a par do processo. A empresa pretende começar a divulgação formal da oferta, a chamada fase de "roadshow" com investidores institucionais, já na semana de 9 de novembro, com listagem na Nasdaq negociada até meados do mês, dando tempo para as ações começarem a circular antes da pausa do feriado nos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, a oferta será coordenada por três dos maiores bancos de investimento do mundo: Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan. A receita anualizada da companhia saltou de cerca de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para aproximadamente US$ 65 bilhões ao final de julho de 2026, um dos ritmos de crescimento mais rápidos já registrados por uma empresa de tecnologia antes de uma oferta pública inicial, o que ajuda a justificar o apetite de bancos e investidores pela operação mesmo com o histórico de prejuízos bilionários da empresa.

Do pedido confidencial ao cronograma de novembro

A Anthropic protocolou o pedido de abertura de capital de forma confidencial junto à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, ainda em junho, pouco depois de uma rodada de investimento que avaliou a empresa em US$ 965 bilhões. Desde então, a companhia vem ajustando a governança para a nova fase: pediu que os fundadores mantenham controle de voto mesmo após a oferta, como mostrou a proposta de ações com voto duplo enviada aos acionistas, e montou uma nova estrutura de governança pensada especificamente para a transição de empresa privada para companhia aberta.

No mês passado, um vazamento do prospecto confidencial revelou que a meta de avaliação da empresa passou a ser de mais de US$ 2 trilhões, mais que o dobro do valor de maio, junto com números até então inéditos: receita de US$ 4,6 bilhões em 2025 (alta de 1.088% sobre 2024), prejuízo líquido de US$ 42 bilhões e compromissos futuros de nuvem de US$ 518 bilhões. A confirmação da Bloomberg sobre o cronograma e os bancos coordenadores é o primeiro dado oficial sobre o "quando" da oferta desde que esses números vazaram, e chega na esteira de outro movimento do setor que mostra a mesma lógica de gastar hoje para crescer depois: o backlog recorde de US$ 664 bilhões em contratos de IA da Oracle.

Por que isso importa para você

Se você usa Claude no trabalho ou constrói produto em cima da API da Anthropic, a definição de uma data concreta para o IPO é um sinal de que a empresa está perto de se tornar uma companhia aberta, com todas as obrigações de transparência trimestral que isso traz. Na prática, isso tende a significar mais pressão por previsibilidade de receita e, possivelmente, ajustes de preço ou de política de uso nos meses seguintes à estreia, à medida que a diretoria responde a analistas de Wall Street a cada resultado trimestral. Vale lembrar que bancos como o Barclays já apostam pesado na ferramenta, como mostrou a reportagem sobre o plano do banco de levar o Claude Code a 50% dos desenvolvedores até o fim do ano, o que reforça que grandes clientes corporativos seguem comprando a tese de crescimento da empresa.

Para quem pensa em investir quando a oferta sair do papel, o calendário anunciado pela Bloomberg dá um horizonte mais claro: se o roadshow começar na semana de 9 de novembro como previsto, as primeiras negociações das ações devem ocorrer na semana seguinte, antes do feriado de 26 de novembro. Isso não garante que o prazo se mantenha, já que etapas como essa costumam escorregar por semanas dependendo do apetite dos investidores institucionais nas apresentações, mas dá um ponto de referência concreto pela primeira vez, bem diferente da especulação baseada só no prospecto vazado.

A comparação inevitável com a corrida da OpenAI

O movimento da Anthropic acontece num momento em que a própria OpenAI também avalia formas de captar recursos, depois de ter buscado US$ 30 bilhões em nova rodada privada e adiado seu próprio IPO para 2027. Isso deixa as duas maiores empresas de modelos de fronteira em estágios bem diferentes: a Anthropic correndo para abrir capital ainda em 2026, enquanto a OpenAI prefere esperar mais um ano. Analistas de mercado têm usado essa diferença de timing como argumento em ambos os sentidos, uns dizendo que a Anthropic está aproveitando uma janela de otimismo do mercado com IA antes que ela se feche, outros apontando que a pressa pode reduzir o poder de negociação da empresa na precificação final das ações.

Nos próximos dias, o que vale observar é se a SEC libera o prospecto completo publicamente, o que costuma acontecer algumas semanas antes do início efetivo do roadshow, e se os números de receita e despesa que vazaram em setembro se confirmam no documento oficial. Qualquer atraso relevante no cronograma, por exemplo por turbulência no mercado de ações de tecnologia, tende a aparecer primeiro em novas reportagens de bancos de investimento ou da própria imprensa financeira americana, então essa data de meados de novembro deve ser lida como meta, não como certeza.

Resumo rápido

Meta: IPO negociado antes de 26 de novembro. Roadshow com investidores a partir da semana de 9 de novembro. Bancos coordenadores: Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan. Bolsa: Nasdaq. Receita anualizada: de US$ 9 bi (fim de 2025) para US$ 65 bi (julho de 2026).

Fonte original

Bloomberg

bloomberg.com

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Perguntas frequentes

Segundo a Bloomberg, a meta é concluir a oferta antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, em 26 de novembro de 2026, com a divulgação formal (roadshow) começando na semana de 9 de novembro. O cronograma pode mudar dependendo das condições de mercado.
Foto de Bruno Danello

Quem escreveu

Bruno Danello

Editor e fundador do Portal da AI

Bruno Danello é o criador do Portal da AI e do projeto Vocação de Pai. Escreve todos os dias sobre como pessoas comuns podem entender, usar e ganhar dinheiro com inteligência artificial, sem jargão técnico e com exemplos reais.

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