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Manus lança Cue, agente pessoal com telefone e carteira próprios

O app permite que o agente de IA ligue, mande mensagem e pague contas dentro de um limite definido pelo usuário, entrando na disputa com o Muse da Meta.

Foto de Bruno DanelloBruno Danellovia Portal da AI

A Manus, startup de Singapura que se separou da Meta depois que Pequim bloqueou uma tentativa de aquisição de cerca de US$ 2 bilhões, lançou nesta segunda-feira (28) o Manus 2.0 e um aplicativo à parte chamado Cue. Segundo a reportagem da Bloomberg, o Cue dá a cada agente pessoal de IA um número de telefone, e-mail e carteira digital próprios, permitindo que ele faça ligações, envie mensagens de texto e realize pagamentos dentro de um limite definido pelo usuário.

O Manus 2.0 roda sobre uma nova arquitetura chamada Cascade, que a empresa afirma usar 23% menos tokens, executar tarefas 28% mais rápido e custar 32% menos que a versão anterior. O Cue está em acesso antecipado para web e desktop, com a versão para iOS ainda em análise na App Store.

Contexto

O lançamento coloca a Manus em disputa direta com o Muse, da Meta, que chegou a ultrapassar o ChatGPT como app mais baixado no iOS, mas também já cometeu falhas de autonomia, como quando vazou o endereço de um usuário e vendeu um item abaixo do combinado no Facebook Marketplace. Dar a um agente acesso a telefone, e-mail e dinheiro próprio é um passo além do que a maioria dos assistentes de IA faz hoje, e amplia tanto a conveniência quanto o risco.

Por que isso importa para você

Se você pensa em usar um agente de IA pra tocar tarefas do dia a dia (ligar pra marcar consulta, negociar assinatura, pagar conta recorrente), o Cue mostra pra onde esse mercado está indo: agentes com identidade e dinheiro próprios, não só chat. Antes de dar autonomia financeira a qualquer agente, defina um limite de gasto claro e acompanhe de perto no início, do jeito que já recomendamos no guia de como configurar seu primeiro assistente de IA pessoal.

Para quem empreende com automação, produtos como esse ampliam o que dá pra oferecer a cliente: um agente que liga, negocia e paga sozinho, dentro de regras claras, é um serviço com valor percebido bem maior do que um chatbot comum, como já discutimos no guia sobre a diferença entre agente, chatbot e automação.

Fonte original

Bloomberg

bloomberg.com

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Perguntas frequentes

Não. Segundo a reportagem, os pagamentos ficam dentro de um limite de orçamento definido pelo próprio usuário.
Foto de Bruno Danello

Quem escreveu

Bruno Danello

Editor e fundador do Portal da AI

Bruno Danello é o criador do Portal da AI e do projeto Vocação de Pai. Escreve todos os dias sobre como pessoas comuns podem entender, usar e ganhar dinheiro com inteligência artificial, sem jargão técnico e com exemplos reais.

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