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IA decifra duas mensagens da Enigma sem solução desde a Segunda Guerra

Dois pesquisadores usaram o Astra, da OpenAI, e o Claude Opus, da Anthropic, para quebrar mensagens nazistas que estavam sem solução há décadas, segundo o TechCrunch.

Foto de Bruno DanelloBruno Danellovia Portal da AI

Dois criptoanalistas amadores afirmam ter decifrado duas mensagens codificadas por máquinas Enigma, usadas pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, com ajuda de modelos de IA da OpenAI e da Anthropic. Segundo reportagem do TechCrunch publicada nesta quinta-feira (25), o desenvolvedor Carter Leffen quebrou uma mensagem que "intrigava pesquisadores desde 2005" e o executivo de cibersegurança Jack Willis decifrou a chamada mensagem FMNGI, em trabalho datado de 21 de setembro. As soluções foram validadas por Frode Weierud, engenheiro elétrico aposentado e referência na comunidade que estuda a Enigma.

Os caminhos foram diferentes. Leffen apenas pediu ao Astra, modelo mais recente da OpenAI, que pesquisasse uma base de dados e decodificasse uma mensagem não resolvida; o modelo fez a própria pesquisa em arquivos, achou pistas de contexto, construiu um simulador da máquina Enigma e chegou ao texto. Willis, por sua vez, deu "orientação significativamente maior" ao Claude Opus, da Anthropic, que acabou usando a assinatura conhecida de um oficial alemão para abrir a mensagem. Weierud fez uma ressalva: não está claro de onde o Astra tirou os dados, se de mensagens arquivadas na internet ou de arquivos públicos do governo alemão.

Contexto

A Enigma é o símbolo da criptografia do século 20. Quebrá-la em Bletchley Park, na Inglaterra, com Alan Turing no time, encurtou a guerra, e o próprio Turing depois propôs o teste que leva seu nome para medir se uma máquina pensa. Daí o título do TechCrunch: os modelos "passaram no outro teste de Turing". Algumas mensagens sobreviventes nunca foram lidas porque faltam as configurações do dia e há erros de transmissão, e projetos com voluntários e computação distribuída vêm tentando fechá-las há 20 anos. O feito chega na mesma semana em que quatro modelos de ponta foram lançados, e mostra na prática o que muda com agentes que pesquisam, programam e testam sozinhos, tema do nosso guia sobre agentes de IA e trabalho autônomo.

Por que isso importa para você

O detalhe mais útil da história não é a Enigma, é o método. No caso do Astra, um pedido curto virou uma cadeia de trabalho: buscar fontes, entender o contexto, escrever um simulador, testar hipóteses até acertar. É o mesmo tipo de tarefa longa e chata que trava pequenos negócios: conciliar planilhas, cruzar dados de fornecedores, achar o erro numa base antiga. Quem aprende a pedir esse tipo de trabalho, com objetivo claro e critério de sucesso verificável, tira mais das ferramentas do que quem só pede texto.

A ressalva de Weierud vale para o seu uso também: quando o modelo "acha" uma resposta, confira de onde ela veio. A mensagem decifrada foi validada por um especialista humano, e é assim que deve ser com qualquer resultado importante. Se você ainda está montando o vocabulário, o dicionário de termos de IA explica o que é agente, contexto e simulação sem enrolação.

Fonte original

TechCrunch

techcrunch.com

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Perguntas frequentes

Não exatamente. No caso do Astra, o modelo fez pesquisa, construiu um simulador e testou hipóteses a partir de um pedido humano; no caso do Claude Opus, o pesquisador guiou o processo de perto. As duas soluções foram validadas por um especialista humano.
Foto de Bruno Danello

Quem escreveu

Bruno Danello

Editor e fundador do Portal da AI

Bruno Danello é o criador do Portal da AI e do projeto Vocação de Pai. Escreve todos os dias sobre como pessoas comuns podem entender, usar e ganhar dinheiro com inteligência artificial, sem jargão técnico e com exemplos reais.

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